Minha opinião sobre uso crescente de LLMs no dia a dia profissional

No ciclo de vida de adoção de uma nova tecnologia eu me considero entre o early-adopter e o pragmático, estou sempre de olho no que tem de novo mas também sou desconfiado pra mergulhar de cabeça em tudo que dizem ser o novo sucesso do momento, e com os LLMs (Grande Modelo de Linguagem – em tradução direta) como ChatGPT não tem sido diferente, apesar de reconhecer o tamanho do impacto que essa nova tecnologia já causou em diversas áreas, é uma tecnologia em desenvolvimento e o alcance desses impactos ainda serão medidos com mais fidelidade.

Eu sei que a IA em si não é nova e já vem sendo estudada a muitos anos, contudo apenas agora temos acesso em massa de ferramentas como os LLMs que funcionam quase como mágica, criando vídeos ou sintetizando soluções para problemas do dia a dia. De todos os problemas que uma ferramenta dessas pode resolver, uma das mais presentes nos anúncios e benchmarks dos modelos de linguagens como ChatGPT, Claude ou Gemini é sua capacidade de manipular código e criar apps, sites, scripts, claro que essa seria a primeira ideia de um pesquisador que desenvolve uma ferramenta nova: Aplicá-la ao seu escopo de trabalho, seja de forma a facilitar seu trabalho automatizando tarefas repetitivas ou corrigindo erros difíceis de serem decifrados ou porque não fazer todo o trabalho por ele? A IA ainda não aposentou a cadeia de profissionais necessários na engenharia de um software, nesse grande jogo de marketing e especulações financeiras, os programadores talvez tenham ganhado algumas horas de pesquisa e sofrimento com alguns bugs e perdido outras iterando prompts para tentar resolver o sofrimento com alguns bugs gerados pela IA.

O que me chama atenção nessas novas ferramentas de trabalho é o fato de me ajudar como um mentor que nunca tive, seja por terminar a faculdade morando em uma cidade pequena, em uma época pré pandemia onde empregos remotos não eram nada comuns, meus interesses por programação e uma carreira na minha área de formação foram ficando cada vez mais ofuscados. Na pressão de conseguir um emprego para ter minha independência comecei a trabalhar fora da área de tecnologia como vendedor, mesmo sem abandonar de vez meu desejo por trabalhar na minha área de formação, conseguir ajuda não tendo muitos contatos do meio é um pouco frustrante, meus projetos pessoais acabavam ficando pelo caminho em um curso que não completava ou um framework, linguagem, plataforma nova que tentava aprender mas travava no meio do caminho, faltava um incentivo, principalmente financeiro, que foi o que encontrei no front-end mais simples do WordPress. 

O que as IAs conseguem fazer por mim hoje é o que ajuda a fechar a conta do que me travava alguns anos atrás, não é a lógica da programação, é sintaxe, não é “vibe code”, é saber o que meu cliente precisa, saber como se chega lá, e ter finalmente as ferramentas certas para executar – nem que essa ferramenta seja só mais confiança. Pode ser um pouco presunçoso da minha parte afirmar isso? Com certeza, mas tem dado certo, um ano atrás eu não sabia muita coisa que sei hoje graças a minha curiosidade e a rapidez em que os LLMs conseguem me oferecer o conteúdo exato que preciso. Sem documentações muitas vezes confusas que me custava horas de pesquisa entre Reddit e contas banidas do StackOverflow.

Eu ainda não tenho um fechamento para esse texto, o que tenho a dizer é que por hora assim como qualquer nova ferramenta, a IA deve ser usada com cautela para somar, pois é muito fácil se perder no marketing ilusório de que a IA vai resolver todos os meus problemas e programar por mim, quando o máximo que vai acontecer é um delírio de código aleatório que não faz nada.

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